terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Com Defesa Civil sucateada, capital enfrenta alagamentos até na 23 de Maio

Principal ligação entre as zonas norte e sul da capital, a 23 de Maio alagou uma vez a cada cinco dias, neste inicio de 2011. No dia 14 de janeiro, a Avenida teve que ser fechada nos dois sentidos durante quase duas horas, provocando transtornos aos motoristas e passageiros.
Por PT Alesp, Com informações de O Estado de S. Paulo
Segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
As chuvas da última sexta-feira (14) alagaram mais uma vez a Avenida 23 de Maio e as imediações da Assembleia Legislativa, entre outras regiões da capital. O paulistano enfrenta os temporais com a Defesa Civil completamente sucateada. Faltam viaturas e equipamentos adequados para resgate e ações de prevenção às tragédias.

Principal ligação entre as zonas norte e sul da capital, a 23 de Maio alagou uma vez a cada cinco dias, neste inicio de 2011. No dia 14 de janeiro, a Avenida teve que ser fechada nos dois sentidos durante quase duas horas, provocando transtornos aos motoristas e passageiros.

O temporal causou alagamento ainda nas Marginais Tietê e Pinheiros e em trechos das Rodovias Anchieta e Raposo Tavares. Foram 45 trechos de inundações na capital; alguns deles ficaram intransitáveis.

Para piorar o cenário das chuvas de verão, a Defesa Civil, órgão responsável por resgates, vistorias em áreas de risco e ações de prevenção às tragédias está sob investigação do Tribunal de Contas do Município. O relatório enviado ao TCM sobre o órgão revela que 11 das 32 unidades nas subprefeituras não têm viaturas ou mantém a frota sem manutenção; entre estas unidades as da Vila Mariana e Jabaquara que atenderiam, por exemplo, ocorrências na Avenida 23 de Maio.

A omissão do Poder Público confirma o diagnóstico de uma das maiores especialistas do mundo em desastres naturais. "As chuvas são fatores naturais, mas as pessoas morrem porque não há vontade política de resolver seus dramas, que se repetem ano após ano ", lamenta a consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati Guha-Sapir.

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